Olhe bem pra essa foto. Essa é uma das primeiras imagens da sonda Curiosity em solo marciano, e ela me intrigou de uma forma que eu jamais pensei que uma mera imagem na tela de um computador intrigaria.

Já há algum tempo, a quantidade cada vez maior de obrigações, conversas com pessoas de verdade, eventos sociais e essas coisas que pessoas normais fazem, pareceu trazer minha mente de um lugar distante, nos confins do universo, cada vez mais para a terra, para a humanidade e pros problemas mundanos. Não sei se isso é apenas a maturidade se abatendo sobre uma mente infantil, exatamente na mesma época em que eu fui acabar conhecendo o “mundo real” ou se eu estou certo quanto ao fato de que ficar sozinho e ser excluído da sociedade faz você pensar. De uma maneira ou de outra, acabou tendo o mesmo efeito, e essa é uma discussão para um outro post.

O fato é que, ao observar essa imagem, nós podemos apenas enxergar, saber que ela foi tirada de marte, e continuar seguindo nossas vidas, até a próxima atualização do facebook que chame sua atenção. Mas nós podemos observá-la, e ter a consciência de que ela foi tirada de outro planeta, milhões de quilômetros de distância, com o investimento de milhões de dólares, milhões de vidas. Tenho medo de não estar conseguindo transcrever o sentimento de angústia e, ao mesmo tempo, grandeza que eu tenho quando olho essa foto. Quer dizer, se ninguém nos dissesse, essa poderia simplesmente ser uma foto mal batida do nosso quintal. Acho que o que há de intrigante na foto, é o fato de ela ser de outro planeta, OUTRO PLANETA! Com todas as diferenças que essa frase implica. Um planeta com atmosfera diferente, velocidades de dia e ano diferentes, composição diferente, toda uma realidade que nós não vivemos e, ainda assim, a imagem é tão mundana, tão terrestre, que realmente nos faz pensar, como nenhuma outra, se nós estamos tão isolados assim, se nós somos, realmente, apenas um pálido ponto azul, ou um conjunto bem semelhante de unidos de bilhares de pontinhos coloridos.

Há 500 anos atrás nos estávamos consturindo barcos para cruzar o oceano atlântico.