Razão.

A razão será um dos princípios, um dos pilares no qual esse blog se baseará, ao lado dela, teremos conceitos não menos importantes, como ciência, lógica, filosofia e.t.c, porém, é fácil perceber que todos estes conceitos se originaram do anterior, partindo da premissa de que tudo (ou pelo menos a maioria das coisas) ao nosso redor surgiu, em princípio, de um pensamento racional, orientado à objetivos e abstendo-se de qualquer opinião pessoal, fé ou qualquer outra idiossincrassia que pudesse desviar o fluxo natural do pensamento puro, sem interferências externas . Certa vez, um homem pensou racionalmente e descobriu como manipular o fogo. Certa vez, um homem pensou racionalmente e explicou as leis da gravidade. Certa vez um homem pensou racionalmente e ajudou a criar a bomba atômica. Certa vez um homem pensou racionalmente e inventou a religião, certa vez um homem teve medo e decidiu acreditar nela.

O Dicionário Aurélio define razão, entre outros significados menos relevantes, como :

1.Faculdade que tem o ser humano de avaliar, julgar, ponderar idéias universais; raciocínio, juízo.

2.Faculdade que tem o homem de estabelecer relações lógicas, de conhecer, de compreender, de raciocinar; raciocínio, inteligência.

Já é bem fácil perceber como a razão não é muito usada, tanto nos mais comuns como nos mais elevados campos de nossa sociedade, é fácil comprovar isso, dê uma volta ao redor de seu quarteirão, ande um pouco pela sua cidade, assista o jornal, você vê fome, pobreza, violência, tais ocorridos não podem ser frutos de uma humanidade completamente racional. Podemos também, portanto, atribuir á razão grande parte dos avanços que tivemos até hoje, caracterizando-a como dona de uma especial importância. Agora, se já constatamos que esse tipo de pensamento é importante, qual o motivo dele ser tão pouco usado (como também já constatamos)? Podemos chegar na solução “infútil” (neologismo) de que “Bem, para uma pessoa chegar ao ponto de não ter um pensamento racional, deve ser alguém muito irracional mesmo.” Esta assertativa não está errada, nem muito menos passa a ser irracional, mas ela não acrescenta nenhuma informação, portanto, vamos declarar nossos objetivos com esse texto. Já definimos razão e adiantamos um pouco sobre sua presença e importância na sociedade, vamos agora tentar, à partir de alguns pensamentos, evoluir um raciocínio que nos leve à alguma solução aceitável.

Alguém que pensa racionalmente não mistura suas reflexões com coisas que possam deturpar a clareza do raciocínio, nem muito menos usa de desculpas divinas para chegar ás conclusões mais rapidamente. Saber separar fatos provados e suas próprias opiniões não é uma tarefa muito árdua, porém, exije um pouco de habilidade, principalmente quando essas opiniões estão enraizadas em nossas personalidades, fazendo-nos crer que são verdades absolutas, e verdades absolutas não devem ser questionadas (pelo menos teoricamente), mas há, em algumas pessoas, um pensamento crítico, que as incita á se perguntar, questionar as verdades absolutas, saber o porquê escondido por trás delas. Certas vezes, constatamos com nossos pensamentos que essas verdades são, realmente, verdades, porém, outras vezes acabamos chegando em resultados ilógicos, mostrando-nos não só que essas verdades, antes absolutas e inquestionáveis, estavam erradas, mas também provando que é sempre bom experimentarmos para verificar a veracidade das informações. Logo, não devemos tomar nenhuma afirmação como absoluta ou incontestável, pois essa forma de agir inibe o pensamento racional, característica de seres pensantes.

Mas embora as verdades incontestáveis sejam prejudiciais ao bom funcionamento de nosso cérebro, temos um importante e conhecido gerador e apoiador constantes das afirmações inexoráveis: A religião. A religião não só criou muitos mitos que não podem ser tomados como errados, mas continua hoje em dia alimentando e, indiretamente, obrigando todos a acreditar sem questionar, e esse é o grande mal, é o grande fator que contribui para a falta do raciocínio lógico, a falta da razão nos vários âmbitos de nossa sociedade. Com estratégias ardilosas de punição/recompensa em outros mundos elas são capazes de conquistar um grande número de adeptos (além daqueles que são somente por parentesco) ensinando á essas “ovelhinhas” ingênuas de que não se deve questionar os mandamentos e o plano divino, ameaçando-as com sonhos de “demônios” e “mármores flamejantes”.

Caros leitores, a grande inibidora do pensamento racional em nossa sociedade é a religião, e enquanto ela estiver presente no mundo, na mente das pessoas, enquanto as pobres mentes não se libertarem de tais chantagens infernais (literalmente) nosso mundo não pode considerar-se completamente racional e lógico, pois enquanto o plano religioso estiver vigorando, sempre haverá a sombra de um deus sobre nós, para nos manipular e nos “proteger” da verdade.